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O Campo de Trabalho Internacional promovido pela CAISA, integrado no Festival Cacarejo N’Aldeia – EcoFest, foi distinguido pelo IPDJ, num reconhecimento do trabalho desenvolvido na promoção do voluntariado jovem, da cooperação internacional, da dinamização das comunidades locais e da construção de redes colaborativas no território.

A CAISA – Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação conquistou o 2.º Prémio Regional de Boas Práticas de Voluntariado Jovem 2026, atribuído pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), com o Campo de Trabalho Internacional realizado entre 20 e 29 de julho, no âmbito do Festival Cacarejo N’Aldeia – EcoFest.

A iniciativa reuniu 12 jovens voluntários de sete países que, durante dez dias, participaram ativamente na preparação e dinamização do festival, contribuindo para uma programação cultural gratuita e descentralizada em Vermil, União das Freguesias de Leitões, Oleiros e Figueiredo, Airão Santa Maria e Airão São João.

A experiência cruzou voluntariado internacional, educação não formal, interculturalidade e sustentabilidade, promovendo a participação ativa dos jovens e, simultaneamente, a valorização das comunidades rurais e do seu património material e imaterial.

Para Alberto Fernandes, Presidente da CAISA, o trabalho em rede colaborativa constituiu um dos principais fatores de sucesso da iniciativa. A articulação com a ATEAR, a APASM e as freguesias e União de Freguesias de Leitões, Oleiros e Figueiredo, a Vermil, Airão Santa Maria e Airão São João, e com o co-financiamento do programa IMPACTA, do Município de Guimarães permitiu ampliar o alcance das atividades, envolver diferentes gerações, aproximar os voluntários da população local e transformar espaços comunitários em lugares de encontro, participação e fruição cultural.

Mais do que assegurar a realização de um festival, esta rede permitiu mobilizar recursos, competências e vontades em torno de objetivos comuns, criando oportunidades de participação cultural em territórios habitualmente mais afastados dos principais circuitos de programação artística.

O impacto do Campo de Trabalho Internacional, contudo, foi além dos dez dias de atividades e deixou resultados concretos e duradouros no território. Entre eles destacam-se a inauguração do Green Stage, a Casa dos Voluntários e o Mural da Sustentabilidade, bem como a demonstração do potencial de utilização de espaços atípicos e não convencionais para acolher apresentações culturais, aproximando a criação artística das pessoas e dos lugares.

A distinção atribuída pelo IPDJ reconhece, assim, uma abordagem ao voluntariado jovem assente na participação ativa, na cooperação entre entidades e na criação de valor para as comunidades, reforçando o papel da CAISA enquanto agente de desenvolvimento cultural e social e a importância das redes locais na construção de respostas com impacto.

Em pleno ano de Guimarães Capital Verde Europeia 2026, este reconhecimento assume particular significado, ao distinguir uma iniciativa que cruza juventude, cultura, sustentabilidade, cooperação internacional e coesão territorial, deixando resultados que permanecem para além da duração do próprio Campo de Trabalho Internacional.

Mais um prémio para Guimarães. Uma conquista coletiva, construída por jovens, parceiros e comunidades, que demonstra como o trabalho em rede pode transformar o voluntariado jovem numa verdadeira força de desenvolvimento comunitário.

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